terça-feira, 29 de agosto de 2017

Caminhos.












Nesta terra de ventos temperamentais e indomáveis, o dia começa cedo. Bem cedo. Caminheiros, peregrinos, ciclistas, atletas, surfistas cruzam-se, numa azáfama, com os banhistas corajosos, que se aventuram a enfrentar a nortada fria e agreste. Nos dias em que o vento é mais agreste, e não dá para praia, uma das alternativas são as caminhadas. Junto ao rio, junto ao mar ou por caminhos mais interiores mergulhamos no silencio da natureza e vamos vendo e sentindo de pleno os cheiros de verão, a uva morangueira com o seu aroma inconfundível, a terra quente ao sol do meio dia, o aroma  dos pêssegos doces, as figueiras carregadas de frutos negros e de todos eles a correr uma lágrima de mel, as rosas, o cheiro a resina e a hortelã. As amoras a ficarem naquele ponto certo para serem colhidas, as espigas douradas à espera de serem transformadas em alimento precioso. São os cheiros do verão, o cheiro a liberdade, a paz e tranquilidade. A dias grandes e noites estreladas. A dias que são tudo e que sabem assim como uma sombra fresca em redor de uma casa em dias de calor.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Casa, em casa.





À minha espera, uma casa que me acolhe sempre de braços abertos, os meus cantos, as minhas coisas, as minhas pessoas. Tudo aqui reunido para uns dias de descanso bem merecido.  Casa, em casa. Com tudo o que pressupõe de bom e de belo.

domingo, 13 de agosto de 2017

Início precioso.











Todos os inícios são preciosos. Mais ainda quando estes inícios são preludio de dias grandes de preguiça e de descanso. Tempo com tempo, de calma e tranquilidade. Depois dos dias todos que cabem num ano este tempo começou assim. Um dia inteiro passado num parque num piquenique, leve, fresco e colorido, como se querem as refeições ao ar livre e como se querem também os dias nesta altura do ano. Com os dias grandes, um livro, que me acompanhará durante as férias. Assim começa o mal, neste caso, assim começa o bem.