quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Salted Caramel.

 




Salted Caramel e um gelado que é uma delicia só. Apesar deste Verão ter sido completamente atípico, nunca fiz tantos gelados como este ano. E a imaginação vai sendo posta à prova. É preciso procurar receitas antigas, pesquisar o que se faz no mundo da blogosfera e inventar. Este é inspirado num gelado, de que gosto muito, da Häagen-Dazs .  Fiz a minha versão e ficou tão boa.
 
Como fazer:
 
Para o gelado:
 
2 pacotes de natas bem frias + flor de sal
 
Para o caramelo:
 
200 g de açúcar + 1 pacote de natas + 1 pitada de sal
 
Primeiro faz-se o caramelo assim:
Leva-se o açúcar e o sal ao lume e lentamente deixa-se fazer um caramelo muito claro. Retira-se do lume e junta-se as natas aos poucos. Caso forme grumos leva-se de novo ao lume até que fiquem desfeitos, mexendo sempre. Retira-se do lume e deixa-se arrefecer completamente.
 
Bate-se as natas bem frias até estarem firmes e depois acrescenta-se metade do caramelo, envolvendo com a batedeira em velocidade baixa.
Coloca-se alternadamente a mistura de natas e caramelo numa taça ou recipiente, que possa ir ao congelador,  e  o restante caramelo em fio. Por cima coloca-se a flor de sal e leva-se ao congelador, durante umas horas. 
 
E música linda para acompanhar.
 
 
 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Saudade.


A poesia de Corrêa d´Oliveira é assim como esta imagem, uma pausa de silêncio e meditação. Cheia de uma luz como só aqui, doce e tão bela, que ilumina de uma maneira misteriosa esta terra de ventos temperamentais e indomáveis.

"O que sou eu? - O Perfume,
Dizem os homens. - Serei
Mas o que sou nem eu sei...
Sou uma sombra de lume!
Rasgo a aragem como um gume
De espada: Subi. Voei.
Onde passava, deixei
A essência que me resume.
Liberdade, eu me cativo:
Numa renda, um nada, eu vivo
Vida de sonho e verdade!
Passam os dias, e em vão!
- Eu sou a Recordação;
Sou mais, ainda: a Saudade"

António Corrêa d´ Oliveira
In Cem Poemas Portugueses do Adeus e da Saudade

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

D´El Rei.

Imagem daqui.


"Que desgostos trazia [D. Sebastião], que a morte lhe pareceu afável e desejável? Quando o povo o esperava, vindo do nevoeiro, é porque recordava qualquer coisa de invulnerável que ele tinha por virtude própria. Era como sir Lancelot , a quem o amor poupava e por isso também o respeitava a morte. Fruto verde e perdido, menino sem mãe nem pai! De Esposende se avista, se quisemos, o seu barco negro, que espera subir o rio como um bergantim funerário, um dia. Em certas tardes paradas de Inverno, além das dunas de Fão, uma vela corre, e, se cuidarmos ir retomá-la na barra - não a veremos mais. O mugido da sereia cobre o estalido da água"

"Memória de Esposende", in Alegria do Mundo, vol. II

 

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Pão de minuto.



Como gosto de fazer pão. E ainda mais assim, sem grandes complicações, sem grandes esperas.  Um pão que não é feito num minuto mas que é muito rápido e muito fácil de se fazer.
Mesmo sabendo que só a paciência nos leva ao odor que é abraço, do pão a fermentar, do pão a cozer, do pão que se parte e reparte, do pão que é alimento para o corpo e para a alma.
Dos minutos que se faz tempo. Dos minutos que se faz pão. Do tempo que nos preenche e nos complementa e nos alimenta.
 
Como fazer:

3 chávenas de chá de farinha + 1 colher de sopa de açúcar + 1 colher de chá de sal + 1 colher de sopa de fermento (normal) + 2 colheres de sopa de manteiga + 1 ovo + 1 chávena de chá de leite + 1 gema de ovo (para pincelar)
 
Coloca-se numa taça os ingredientes secos, mistura-se e abre-se um buraco ao meio. Adiciona-se depois a manteiga, o ovo e o leite. Mistura-se primeiro com um garfo e depois com as mãos até formar uma bola. Retira-se pequenas porções de massa e faz-se bolinhas, coloca-se num tabuleiro untado e enfarinhado deixando espaço entre cada uma, por fim pincela-se com a gema de ovo.
Leva-se ao forno pré-aquecido a 160 º durante mais ou menos 20 minutos.

Inspirado aqui.
 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Calor que pede frio.








Por estes dias de calor o que apetece são comidas mais ligeiras, coisas simples, que não nos complique a vida nem a paciencia, o calor pede outros andamentos, mais leves, mais refrescantes.
As sopas frias são uma boa opção. E recorrer a receitas tão certas também. Quando olhei para esta receita soube logo que me iria saber bem, muito bem. E estava tão certa. É uma delicia, fácil e rápida de se fazer, depois é só deixar no frio até estar naquele ponto de tão refrescante que sacia.

A receita é a que deixo nas imagens. Segui à risca e só omiti a parte de acrescentar presunto. Fica deliciosa também assim.

 

terça-feira, 28 de junho de 2016

Squander.








Depois de uma temporada sem fazer bolos, sabia que quando retomasse o ritual teria que ser com uma receita bem especial. Quando vi este bolo aqui um sitio que sigo e que gosto muito, não consegui resistir muito tempo até experimentar. E é tão delicioso este bolo. Desapareceu num ápice. A seguir, os pedidos para voltar a fazer, não se fizeram esperar.
Com o bolo fica a música, que gosto muito, e que estava a ouvir. Por isso o titulo. Squander. Esbanjar.
Nota 1: Este bolo tem que ser feito com bananas bem maduras. Já experimentei com banans mais verdes e o resultado não é o mesmo.
Nota 2: Depois de feito parti o bolo ao meio e recheei com o ganache. Depois de colocar a outra metade coloquei o resto do ganache.

Como fazer:

Para o bolo:,
400 g de açúcar amarelo + 245 g de farinha + 75 g de cacau + 1 1/2 colher de chá de fermento + a mesma quantidade de bicarbonato + 1/2 colher de chá de sal + 2 ovos grandes + 1 chávena de bananas esmagadas + 240 ml de água quente + 120 ml de leite + 120 ml de óleo (usei de girassol) + 1 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
Untar e enfarinhar uma forma rectangular.
 
Misturar o açúcar, a farinha, o cacau, o fermento, o bicarbonato e o sal e reservar. À parte misturar, os ovos, as bananas esmagadas, a água, o leite, o óleo e o extrato de baunilha. Acrescentar lentamente a mistura de ingredientes secos. Misturar bem sem bater demasiado. Leva-se ao forno a 180º durante mais ou menos 35 a 40 minutos. Convém verificar a cozedura com um palito.
Quando estiver retira-se do forno e deixa-se arrefecer.
Para o ganache:
200 g de chocolate (com 70% de cacau), partido em pedaços + 180 ml de natas + 1 colher de sopa de manteiga

Leva-se ao lume, em banho-maria, o chocolate, as natas e a manteiga, mexe-se sempre até estar tudo incorporado.
 Quando o bolo estiver frio cobre-se com o ganache.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Dias de Primavera.

 





O resultado nunca desilude, ficam sempre bem e fazem as delicias de todos. E que linda que esta ficou. Esta pavlova que associou morangos a uma data muito, muito feliz.
 
Fica o doce. E fica a música, linda, que acompanhou gerações e que ficará para sempre associada a um tempo muito feliz, numa voz igualmente linda num dia lindo e glorioso de Primavera. 
 
Como fazer:

 12 claras + 600 g de açúcar + 1 pitada de sal + 2 colher de sopa bem cheia de Maizena + 2 colher de sopa de vinagre

Bate-se as claras em castelo com uma pitada de sal até formar picos, acrescenta-se aos poucos, por esta ordem,  o açúcar, a farinha e o vinagre.
Desenha-se um circulo de 22 cm numa folha de papel vegetal, coloca-se num tabuleiro de forno e coloca-se o merengue dentro desse circulo formando picos e ondas.
Cozinha-se em forno pré-aquecido a 100 º durante 2 hora. Findo esse tempo desliga-se o forno e deixa-se arrefecer por completo lá dentro.

Entretanto prepara-se o recheio assim:

1 embalagem de natas + 4 colheres de sopa de açúcar + morangos + 1 pitada de sal + 4 colheres de sopa de açúcar + 1 colher de sopa bem cheia de vinagre balsâmico

 Leva-se a bater as natas até estarem firmes, acrescenta-se de seguida o açúcar. Reserva-se no frio.

Partem-se os morangos em quartos, junta-se a pitada de sal, o açúcar e o vinagre balsâmico. Reserva-se até ao momento de servir.
 
No momento de servir coloca-se as natas batidas no centro da pavlova, por cima os morangos. Rega-se com o molho de morangos.