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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Fevereiro.






Fevereiro, o mês mais pequeno de todos, termina assim. Com chuva, persistente, e frio, muito frio. E uma gripe avassaladora que não quer ir embora. Com dias assim sabe ainda melhor estar em casa. Não querer estar noutro sitio que não este. Ainda mais assim, com a cor solar das mimosas a alegrar os dias. E a comida, a de todos os dias e a outra toda que vamos testando, e os vinhos que fazem sentido, como este da imagem, com a entrada que fica hoje. Porque pode chover lá fora, mas cá dentro está sol, muito.

Como fazer:

1 embalagem de natas + 2 vezes a medida (embalagem de natas) de leite + sal + 3 colheres de sopa de vinagre

Leva-se ao lume as natas e o leite e tempera-se com o sal. Deixa-se começar a ferver e acrescenta-se o vinagre. Retira-se do lume e deixa-se estar quieto durante 10 minutos. Depois desse tempo despeja-se a mistura numa peneira muito fina e deixa-se estar até que o soro de leite esteja todo escorrido. 

Conserva-se no frio por 3 dias.

No momento de servir tempera-se com paprika e orégãos .

E a música, esta.




segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Outra possibilidade.








Confesso que nunca fui muito fã  No universo dos legumes a couve-flor fica(va) sempre nos últimos lugares. Apesar de gostar muito desta sopa. Fica sempre bem, sabe-me sempre bem. Depois todas as outras possibilidades não eram possibilidade. Até ao dia em que achei que deveria dar mais oportunidade a este legume tão bonito, devemos sempre dar mais uma oportunidade, seja ao que for. E, então, lembrei-me, que seria uma combinação feliz, conjugar este legume com queijo parmesão, num gratinado. E estava tão certa na minha intuição. Fica delicioso. Vai bem como acompanhamento de carne ou de peixe. Ou então assim, a valer por si só.

Com o gratinado um vinho delicioso.  E as palavras de um livro que foi lido por estes dias.
 
"Era assim que devíamos amar - sem medo, sem barreiras, sem pensar no amanhã. E, depois, mais tarde, sem arrependimento"

Como fazer:

1 couve-flor + 1 chávena de leite + 1 cebola + 1 folha de louro + 3 colheres de sopa de farinha + 25 g de manteiga + pimenta preta + sal + 1 chávena de queijo Parmesão ralado (de preferência na hora)

Lava-se muito bem a couve-flor depois de separar os raminhos e reserva-se.
Leva-se a ferver o leite com a cebola cortada em quartos, a folha de louro e o sal. Deixa-se ferver 3 minutos e depois acrescenta-se a couve-flor e deixa-se cozer durante mais ou menos 15 minutos. Deverá ficar tenra mas não desfeita por isso convém ir vigiando. Retira-se e reserva-se.
Entretanto mistura-se a farinha, a manteiga e um pouco de leite morno. Ferve-se o restante leite sem a cebola e a folha de louro. Adiciona-se a mistura de farinha e deixa-se ferver até o molho engrossar. Tempera-se com sal e pimenta acabada de moer e deita-se sobre a couve-flor. Polvilha-se com o queijo Parmesão e leva-se a gratinar até dourar.
 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Das coisas simples.

 







Com o passar dos anos descobrimos que o valor das coisas simples é imensurável. Não é preciso muito. Não precisamos de muito. A vida não é feita só de grande acontecimentos. As coisas mais pequenas e mais simples estão tão ao alcance das nossas mãos que por vezes nem as vemos. Há uma frase, entre outras, que me acompanha há muito tempo “Os que desprezam pequenos acontecimentos, dificilmente farão grandes descobertas". Tão certa esta formulação. Procuramos nas grandes coisas aquilo que só as pequenas coisas nos podem dar. Isto a propósito de uma coisa tão simples e tão fácil de fazer. Daquelas que se fazem num instante sem nos consumir a paciência e que nos sabe de uma forma indescritível.
 
Fica a receita de uma experiência que correu logo bem, e a música que acompanhou a descoberta de mais uma coisa simples.
 
Como fazer:

1 placa de massa folhada + 6 maçãs + 1 pisco de sal + 5 colheres de sopa de açúcar amarelo + raspa de uma laranja + 2 mãos cheias de uvas passas (sem grainha) + 1 cálice de Colheita Tardia (uso sempre este ) + 1 colher de sopa (bem cheia) de farinha + 1 mão cheia de amêndoa, com pele, palitada

Corta-se as maçãs em gomos e juntam-se os ingredientes todos, exceto a massa folhada e a amêndoa palitada, e deixa-se estar durante pelo menos uma hora. Coloca-se a massa folhada numa forma de mola e adiciona-se a mistura de maçãs. Por cima coloca-se a amêndoa palitada.
Leva-se ao forno a 180 º durante mais ou menos 20 minutos ou então até a massa estar bem folhada e douradinha.
Retira-se do forno.

Pode ser consumida logo com uma bola de gelado, morna ou fria. Fica bem, sabe bem de qualquer das maneiras.

 

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Transformar.






A matéria prima estava lá. À espera de ser transformada noutra coisa. Os espinafres numa sopa muito verde e aromática. O salmão à espera de receber uns sabores orientais e que iria servir de prato principal para gáudio dos meus rapazes. Mas depois, pelo meio dos dias, acontecem imponderáveis e é necessário reformular os planos. Mais gente para jantar implica ter mais comida. A matéria prima continuava lá. E era necessário arranjar uma alternativa. Com o salmão e os espinafres uma tarte que serviu de entrada. A acompanhar uma salada muito verde e fresca. E estava. A tarte que ficou deliciosa. A transformar os planos iniciais.

Como fazer:

2 placas de massa folhada + 1 molho de espinafres + 3 lombos de salmão + 2 dentes de alho + 1 fio de azeite + sal + pimenta preta + 1 pacote de natas + limão
 
Começa-se por temperar os lombos de salmão só com sal e umas gotas de limão e reserva-se de preferência durante algum tempo.
Entretanto leva-se ao lume uma frigideira com um fio de azeite e os dentes de alhos esmagados e deixa-se estar até estar bem quente e juntam-se os espinafres. Salteia-se muito rapidamente e tempera-se com um pouco de sal e pimenta. Retira-se do lume e reserva-se. Depois grelha-se o salmão também muito rapidamente, dos dois lados,  para que não fique muito seco. Retira-se e reserva-se. À parte tempera-se as natas com sal e pimenta preta, com cuidado junta-se os espinafres, previamente escorridos, e o salmão desfeito em lascas.
Coloca-se numa forma uma placa de massa folhada e adiciona-se a mistura de natas, espinafres e salmão. Por cima coloca-se a outra placa de massa e une-se a toda a volta. Faz-se uns furos na parte de cima da massa para que não empole quando for ao forno. Leva-se ao forno a 180º durante mais ou menos 20 minutos. Quando a massa estiver bem folhada e dourada retira-se e deixa-se arrefecer.

 Depois é só servir com um bom vinho. Desta vez tinto. Um vinho de que gosto muito. Este. 
 A acompanhar uma tarte de que todos gostaram muito.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Da cor do verão




Já a saber a férias. Na cores. Na saladas. E apesar do verão andar um pouco tímido os pratos leves, para o jantar dos dias compridos, apetecem sempre.  Como todas as saladas, esta é muito fácil de se fazer. E para além disso, fica muito bonita.

Como fazer:

2 endivias + 2 cenouras + rúcula + tomate cherry + uvas passas + lascas de queijo parmesão + azeite + flor de sal + 1 colher de chá vinagre balsâmico + 1 colher de chá de água + 1 colher de chá de mel de rosmaninho

Cortam-se as endivias e lascam-se as cenouras como se faz para o queijo. Acrescenta-se o tomate cortado ao meio e as uvas passas.
Faz-se o vinagrete com a água, o mel, o sal e o vinagre e mexe-se muito bem, acrescenta-se depois o azeite em fio até ficar tudo muito bem emulsionado.
Rega-se a salada com o vinagrete e acrescenta-se as lascas de parmesão.

Depois é só ter tempo para saborear na companhia de um bom vinho branco, este:




E no fim fruta. A de agora. Uvas, figos, damascos e ameixas.


terça-feira, 29 de maio de 2012

Boeuf Bourguignon





O Boeuf Bourguignon é um prato originário da região da Borgonha, França, e é um prato de carne de cozimento lento. Feito a baixa temperatura, na sua confecção é utilizado vinho tinto e a sua qualidade depende essencialmente da qualidade do vinho e da carne. É um prato bastante aromático pelos condimentos utilizados por isso basta que seja acompanhado por arroz seco.


E para acompanhar um bom vinho tinto, desta vez um Douro. Joia de Família. Mais um vinho excelente. 


Como fazer
1 kg de carne cortada em cubos + 2 cebolas + 2 dentes de alho + 4 cenouras + cogumelos Paris + azeite + pimenta rosa + 1 folha de louro + 3 dentes de cravinho + 12 cebolas pequeninas + 150 g de bacon + 1 litro de vinho tinto + 2 colheres de sopa de farinha

Primeiro coloca-se ao lume um tacho com azeite e deixa-se aquecer bem, adiciona-se o bacon e as cebolas pequeninas e deixa-se saltear, retira-se e reserva-se. Entretanto acrescenta-se a carne e deixa-se saltear bem. De seguida acrescenta-se as cebolas muito bem picadas e os dentes de alho. Tempera-se com sal, pimenta, a folha de louro e o cravinho. Deixa-se estar durante 5 minutos e depois acrescenta-se a farinha e de seguida o vinho tinto. Deixa-se ferver e reduz-se o lume para o mínimo. Deixa-se estar durante 1 hora. Ao fim desse tempo acrescenta-se as cenouras cortadas em cubos e os cogumelos laminados. Quando os legumes estiverem cozinhados acrescenta-se o bacon e as cebolas pequeninas e serve-se com o arroz seco. 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Frango com tomilho




Num daqueles dias em que a imaginação já não dá para mais, uma receita de peito de frango fácil e rápida de se fazer. Sem grandes segredos, foi feita um pouco ao sabor da imaginação e dos ingredientes disponíveis. As batatas novas e o tomilho deram o mote. E então surgiu um assado que agradou a todos. E a mim ainda mais por gostar muito do sabor do tomilho, e por ser feita desta maneira, no forno. Sem grandes elaborações.

Como fazer:

4 peitos de frango + sal + azeite + pimenta rosa + tomilho fresco + 1 copo de água + 1 copo de vinho branco seco + batatas novas + cenouras

Primeiro tempera-se o frango com sal, pimenta, um fio de azeite, o vinho branco e o tomilho e deixa-se estar durante algum tempo.
Depois coloca-se numa assadeira as batatas novas e as cenouras e tempera-se com mais um pouco de sal, pimenta e azeite. Coloca-se o frango com a marinada por cima das batatas e rega-se com o copo de água.
Leva-se ao forno durante 30 minutos, ou até os legumes estarem cozinhados.

Depois é só servir com um vinho tinto Alentejano, Poliphonia,  foi o escolhido, um vinho excelente. Para acompanhar uma refeição excelente.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Panem et Vinum






Bonum vinum laetificat cor hominis. Que é como quem diz O bom vinho alegra o coração do homem.
E nada mais para alegrar um serão do que um bom pão, um bom queijo e um bom vinho.
E porque ocasiões especiais pedem coisas especiais, um vinho excelente.Um Douro notável. Quinta do Noval 2007. Para ser saboreado sem pressas. Um vinho estruturado e elegante, muito fino e rico.
Vale a pena saborear.


terça-feira, 13 de março de 2012

Bacalhau com broa




A minha versão de bacalhau com broa feita em pequenos passos. E gosto mais assim, com o bacalhau em lascas perfeitas e a mesma quantidade de bacalhau e de batatas quando nos servimos
A confecção deste prato começa assim.

Como fazer:

2 Postas de bacalhau + batatas em cubos + broa + azeite q.b.+ 2 dentes de alho + sal + grelos + pimenta preta

Primeiro leva-se ao lume uma panela com água temperada com um pouco de sal, quando ferver introduz-se o bacalhau e espera-se que comece novamente a ferver desliga-se o lume e deixa-se estar 10 minutos. Depois leva-se a cozer as batatas partidas em cubos e os grelos.
Depois de cozido coloca-se numa assadeira as batatas, o bacalhau em lascas e os grelos.
Entretanto desfaz-se a broa com as mãos e leva-se ao lume o azeite e os alhos picados e tempera-se com sal e pimenta preta e acrescenta-se a broa.
Coloca-se por cima da mistura das batatas, do bacalhau e dos grelos e rega-se com mais um pouco de azeite, a quantidade de azeite a utilizar nesta receita fica ao gosto de cada um, e por fim leva-se ao forno durante 20 minutos.

Depois, basta acompanhar com um vinho bem leve, por exemplo um Alvarinho, Palácio da Brejoeira, como o que se bebeu cá em casa.

domingo, 24 de julho de 2011

A mesa de jantar de sábado




Para receber a minha amiga P. e o A. resolvi oferecer-lhes um jantar com notas mediterrânicas.
E as cores que me apeteciam. Os rosas, lilás e roxo. A conviverem com os azuis dos pratos.

Cores alegres para festejar a vida e a amizade.





E eles presentearam-me com uma garrafa de um magnífico champanhe. E porque sim. Porque se quer ser feliz agora. A todos os momentos. E não deixar nada para depois. Porque o amanhã é incerto, brindamos a amizade e a todos os momentos vividos.
Porque todos eles fazem parte da travessia.