terça-feira, 14 de agosto de 2012

Tarte de Natas





É o doce que associo a Domingos passados num país muito longe daqui. Com muito calor. E rodeada de deserto. Num local  inóspito, onde o calor é uma constante e o sol impiedoso. Onde as mulheres se vestem de preto, cobrindo o rosto, e os homens de branco. Regendo-se impreterivelmente pela religião.
Aqui, os nossos Domingos eram passados entre amigos. E este doce era uma constante à nossa mesa.
Tarte de natas que pode ser feita em formas individuais e pequeninas.
Esta foi feitas assim, em forma de tarte.

Como fazer:

1 placa de massa folhada + 7 gemas + 225 g de açucar + 1/2 litro de leite + 60 g de manteiga + 1 colher de farinha + sal

Junta-se as gemas com o açucar, o sal, a farinha e o leite e leva-se ao lume até engrossar. Depois de engrossar adiciona-se a manteiga e envolve-se.
Coloca-se a placa de massa folhada num forma de mola e deita-se o creme, leva-se ao forno a 180º durante mais ou menos 20 minutos.

Depois disso retira-se do forno e polvilha-se com canela em pó e deixa-se arrefecer na forma.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O Mar à minha mesa


Gosto de pensar, antecipadamente, como vestir a minha mesa. É um exercício constante. Este. De tentar encontrar os lugares devidos das coisas. Uma base branca com elementos marinhos desta vez. Para condizer com o restante. O mar. À minha mesa.





De entrada umas percebes fresquíssimas. Feitas assim de uma maneira muito simples.

Depois de bem lavadas para retirar as areias que possam trazer, colocar num tacho com água a ferver e com bastante sal, ou então com água do mar. A água deverá cobrir completamente as percebes. Quando começar a ferver novamente contar 2 minutos exactos e retirar da água.

Deixar arrefecer completamente. Servem-se em cama de gelo.




Depois umas lulas pequeninas, feitas da forma mais simples.

Depois de bem lavadas para retirar as areias, temperar com sal, pimenta  sumo de limão. Deixar estar assim o máximo de tempo que for possível.

Leva-se ao lume um tacho fundo com azeite, quando estiver bem quente acrescentar as lulas. Tapa-se o tacho e deixa-se estar assim 10 minutos, mexendo a espaços regulares. Depois acrescenta-se a marinada e um copo de vinho do Porto. Depois de cozinhadas acrescenta-se uma colher de chá Maizena. Deixa-se apenas começar a ferver.
Depois serve-se assim. Com fatias de pão simples. Para não se perder nada do sabor. Do mar e das coisas simples.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Da cor do verão




Já a saber a férias. Na cores. Na saladas. E apesar do verão andar um pouco tímido os pratos leves, para o jantar dos dias compridos, apetecem sempre.  Como todas as saladas, esta é muito fácil de se fazer. E para além disso, fica muito bonita.

Como fazer:

2 endivias + 2 cenouras + rúcula + tomate cherry + uvas passas + lascas de queijo parmesão + azeite + flor de sal + 1 colher de chá vinagre balsâmico + 1 colher de chá de água + 1 colher de chá de mel de rosmaninho

Cortam-se as endivias e lascam-se as cenouras como se faz para o queijo. Acrescenta-se o tomate cortado ao meio e as uvas passas.
Faz-se o vinagrete com a água, o mel, o sal e o vinagre e mexe-se muito bem, acrescenta-se depois o azeite em fio até ficar tudo muito bem emulsionado.
Rega-se a salada com o vinagrete e acrescenta-se as lascas de parmesão.

Depois é só ter tempo para saborear na companhia de um bom vinho branco, este:




E no fim fruta. A de agora. Uvas, figos, damascos e ameixas.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tinoca.



Da confeitaria Tinoca vieram este doces maravilhosos. Muitos destes doces nasceram conventuais pelas mãos das Clarissas, no convento de Santa Clara de Amarante, fundado no século XIII. 
As invasões Francesas obrigaram à retirada das Clarissas, permitindo assim a difusão das receitas pelas famílias da vila e pelas lojas próximas do rio, que com saber, arte e qualidade continuam a fazer jus aos doces inventados pelas mão delicadas das Clarissas.
O primeiro impacto, o balcão. Quando entramos na Tinoca situado logo à entrada. Os tons de amarelo dos doces ofuscam-nos. Daqui já temos dificuldade em sair. E mais difícil ainda, escolher de entre as variedades expostas.
Depois muito a custo lá nos vamos decidindo por uns, prometendo que na próxima visita virão os outros.
E entretanto, um papo de anjo com um café, para terminar bem um dia que foi muito longo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Esponja de cacau




Um bolo esponja de cacau. Um bolo delicioso e super fácil de se fazer. Serviu como presente, para uns amigos que gostam muito de bolo de chocolate. Este é diferente, por ser mais leve e mais fofo, mas é absolutamente delicioso. Para repetir mais uma vez e outra e outra.

Como fazer:

6 ovos + 1 pitada de sal + 300 g de açúcar + 200 g de farinha + 2 colheres de chá de fermento + 80 g de cacau + 1 dl de água + 4 dl de natas + 100 g de chocolate em barra + 1 colher de sopa de manteiga.

Primeiro bate-se as claras em castelo firme, junta-se o açúcar e continua-se a bater até obter um merengue espesso.
Adiciona-se as gemas, uma a uma, batendo sempre. Adiciona-se a farinha peneirada e o fermento e mexe-se delicadamente.
Dissolve-se o cacau na água a ferver e junta-se ao preparado anterior. Coloca-se na forma untada e polvilhada e leva-se ao forno a 180º durante 35 minutos.
Depois de estar cozido retira-se do forno e deixa-se arrefecer.
Coloca-se o chocolate partido em pedaços pequenos com a manteiga a derreter e deixa-se arrefecer.
Entretanto bate-se as natas até ficarem  bem espessas e mistura-se o chocolate derretido e arrefecido.
Corta-se o bolo ao meio e recheia-se com a mistura de natas e chocolate. Cobre-se o o bolo com o restante preparado.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Chocolate, Caramelo e Café


A melhor mistura do mundo! Chocolate, caramelo e café. Sou um bocadinho mais feliz quando sem culpas me delicio com esta combinação. E sei que faço felizes os que estão comigo quando lhes ofereço estes brownies de chocolate e caramelo. E afinal a vida só faz sentido se assim for, quando somos e fazemos os outros felizes.
Então que existam sempre brownies e café para acompanhar.

Como fazer:

1 tablete de chocolate + 150 g de manteiga + 3 ovos + 5 colheres de sopa de farinha + 5 colheres de sopa de açúcar + 100 g de nozes partidas + 250 g de açúcar + sal + 1 pacote de natas


Primeiro derrete-se o chocolate com a manteiga em banho-maria. Entretanto batem-se os ovos com a farinha, o açúcar e uma pitada de sal até formar bolhas. Quando o chocolate estiver derretido acrescenta-se à mistura anterior e bate-se levemente. Acrescenta-se as nozes partidas grosseiramente.
Entretanto prepara-se o caramelo com 250 g de açúcar. Quando estiver um caramelo clarinho acrescenta-se as natas com cuidado, para não formar grumos.
Unta-se uma forma rectangular e coloca-se a mistura de bolo e por cima o caramelo. Leva-se ao forno durante 15 ou 20 minutos.
Depois é só partir em quadrados, e tentar protege-los dos olhares cobiçosos.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Improviso.



De improviso esta receita. Feita assim, aparentemente, com elementos soltos. Peixe e legumes fresquíssimos vindo do mercado de Matosinhos. Congro e acelgas. Em combinação? Talvez. E agora um elemento que os una. Arroz. O nosso arroz carolino. Será que resulta? Sim. Resulta e bem. E assim nasceu mais um arroz que nunca tinha sido feito na minha cozinha.

Como fazer:

4 postas de congro + sal + acelgas + 2 chávenas de chá de arroz  carolino + 1 cebola branca + 1 cebola vermelha + 1 copo de vinho branco + pimenta rosa + 2 dentes de alho + azeite + água a ferver.

Primeiro tempera-se o peixe só com sal e deixa-se estar umas horas. Depois faz-se um refogado com o azeite, as cebolas e o alho e deixa-se estalar. Depois acrescenta-se o peixe e adiciona-se a pimenta rosa. Acrescenta-se o vinho e deixa-se estufar o peixe. Quando já estiver no ponto retira-se e à calda acrescenta-se o arroz e adiciona-se a água a ferver aos poucos, após 10 minutos adicionam-se as acelgas e deixa-se acabar de cozer o arroz, acrescentando sempre que necessário água a ferver e mexe-se sempre, como se fosse um risotto. Depois de o arroz estar cozido acrescenta-se novamente o peixe.

Serve-se rapidamente para não perder aquele ponto.

 E a acompanhar um vinho destes. Luís Pato Vinhas Velhas Branco 2010. Um vinho leve, fresco e equilibrado. Um vinho com muito estilo e cheio de vida.