segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Mar.




O mar das minhas férias, tranquilo e apaziguador, com um por de sol como só aqui. Para viver bem estes dias de ociosidade. 
E, nestes momentos de solidão, a contemplar este mar todo que se estende à minha frente, sei que só quero aquilo que os gregos chamavam de kalos kai agathos, o perfeito equilíbrio do bom e do belo. 

sábado, 17 de agosto de 2013

Vermelho.


Um dia acabrunhado deu nisto, vontade de sopa. A primeira das férias, de um vermelho vibrante, deliciosa e quentinha para aquecer numa noite que mais parecia de Outono.

Creme de tomate e beterraba feita assim:

1 cebola + 2 dentes de alho + 1 beterraba + 2 tomates coração de boi + 1 courgette + 2 batatas + 2 cenouras +  sal + azeite + pimenta rosa + hortelã

Primeiro a cebola, o alho e o azeite a estalar ligeiramente. Depois junta-se o tomate sem pele cortado em cubos e deixa-se estar um pouco. Acrescenta-se os restantes legumes e tempera-se com o sal e a pimenta rosa. Depois adiciona-se a água a ferver até cobrir os legumes e deixa-se cozinhar durante 30 minutos. Passa-se com a varinha mágica e acrescenta-se as folha de hortelã.

Restinga.





Uma vista fantástica. De um lado o mar do outro o rio, habitat calmo e tranquilo para muitas especies, que corre sereno para a foz. A meio a separa-los o dourado das dunas salpicadas de verde. Uma paisagem deslumbrante onde a natureza se refaz constantemente pela força dos elementos.
Perante isto não podemos deixar de acreditar no poder absoluto da natureza, podemos sim questionar o nosso direito de estar aqui no meio de tanta beleza.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Espera.



Um mar inteiro à minha espera enquanto eu esperava, nos dias todos que cabem num ano, por estes dias. Agora o reencontro que apazígua. E à minha espera uma casa que me acolhe sempre de braços abertos, os meus cantos, as minhas coisas, as minhas pessoas. Tudo aqui  reunido para uns dias de descanso bem merecido.
E sei, tal como Sophia de Mello Breyner Andresen que "Quando eu morrer, voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar."

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Almudena.












O interessante de voltar a uma cidade que já se conhece é descobrir segredos ou lugares que passaram despercebidos em visitas anteriores. Depois de ter estudado nesta cidade e de várias vezes ter cá voltado descubro esta Catedral pela primeira vez. A Catedral de Santa Maria La Real De La Almudena.

Neoclássica por fora ao entrar impressiona com os tectos pintados com cores exuberantes. Na abóboda as pinturas de Kiko Arguello, num estilo bizantino, vemos representações de vários momentos da história de Jesus Cristo como a crucificação e a ascensão. A cúpula está decorada com um céu estrelado cujas cores se destacam das restantes pinturas dos tectos.

É sem dúvida um marco na cidade de Madrid, com uma construção moderna mas já com alguma carga histórica. E foi bom ter descoberto um pedacinho desconhecido até agora.

terça-feira, 30 de julho de 2013

San Miguel.








Os bairros antigos, restaurante e tabernas, parecem conduzir-nos de volta no tempo, próximo à Plaza Mayor encontra-se um desses exemplos, o mercado de San Miguel, que funciona como ponto de encontro, um espaço de convívio onde apetece estar. Para tapear ou ir de tapas, um costume que faz parte da cultura de nuestros hermanos.
Como adoro mercados, não poderia deixar de visitar este lugar histórico e monumental e saborear umas magnificas tapas. Aqui as frutas, os condimentos, as carnes, os queijos e outras delícias locais convivem lado a lado com o nosso pastel de nata e a famosa bica. E, onde é possível beber uma sangria de Vinho do Porto. Deliciosa!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

La belleza encerrada.





O bom de sair é isto, poder trazer gravado na retina a beleza toda que quisermos e de que somos capazes. Desta vez a beleza não ficou fechada, veio comigo, registada na memoria e nas fotos, de um sitio que é para ir e para estar com calma, o Museu do Prado. O museu que guarda uma das colecções de pintura mais espetaculares. E é absolutamente imprescindível a visita ao espaço dedicado a Velázquez, pintor do qual o museu tem uma extraordinária coleção, e que se destaca o quadro “As Meninas”, e as salas dedicadas a Goya, o pintor que revolucionou a arte espanhola no século XVIII. 
Mas desta vez mais, La belleza encerrada. De Fra Angelico a Fortuny  obras de pequeno formato que permite ver nos detalhes mais singulares a origem do refinamento, "Um exercício narcisista do Prado para observar a sua própria beleza". Lindo. A não perder.