segunda-feira, 29 de julho de 2013

La belleza encerrada.





O bom de sair é isto, poder trazer gravado na retina a beleza toda que quisermos e de que somos capazes. Desta vez a beleza não ficou fechada, veio comigo, registada na memoria e nas fotos, de um sitio que é para ir e para estar com calma, o Museu do Prado. O museu que guarda uma das colecções de pintura mais espetaculares. E é absolutamente imprescindível a visita ao espaço dedicado a Velázquez, pintor do qual o museu tem uma extraordinária coleção, e que se destaca o quadro “As Meninas”, e as salas dedicadas a Goya, o pintor que revolucionou a arte espanhola no século XVIII. 
Mas desta vez mais, La belleza encerrada. De Fra Angelico a Fortuny  obras de pequeno formato que permite ver nos detalhes mais singulares a origem do refinamento, "Um exercício narcisista do Prado para observar a sua própria beleza". Lindo. A não perder.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Madrid de los Áustrias.






Madrid de los Áustrias, chamada assim por ser a zona onde a dinastia Habsburgo construiu os edifícios históricos de uma cidade que foi escolhida como capital de Espanha. Madrid de Cervantes, Quevedo, Velázquez e Goya. Uma cidade que encanta sempre. Depois de muitos anos volto a uma cidade que para mim está carregada de boas memórias, e mais uma vez Madrid foi sinónimo de muito calor e dias felizes. Desta vez num registo completamente diferente, para assinalar o fim de um ciclo. E, para inicio de uns dias de descanso, um pequeno almoço tipico madrileno, chocolate quente e churros, degustado numa praça linda onde o verde predomina , a Praça do Oriente em frente ao Palácio Real.  Depois as visitas que se impõem, Palácio, Catedral, Museus. Calcorrear as calles Madrileñas durante uns dias e respirar uma cidade rica em arte e história. 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Fim de ciclo.





Encerrar ciclos. Fechar portas. Terminar capítulos. Deixar no passado os momentos que já se acabaram. E porque não podemos continuar a viver lá atrás, é imperativo continuar. Guardar na memória os bons momentos vividos durante três anos. Três longos anos em que as noites se fizeram muito curtas, os fins de semana se colaram à semana e a familia em determinados momentos ficou para trás.
Para festejar o fim deste ciclo, e, porque quis oferecer aos que estão comigo um dia perfeito, uma mesa a concorrer para isso. Uma mesa Primaveril com as minhas flores preferidas e os meus pássaros a anunciar boas novas. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Fricassé.




Fricassé de frango. Um prato que andava a ser pensado já a algum tempo. E um dia, ao fim da tarde, com mais tempo disponível para preparar o jantar veio o pedido de frango com um molho cremoso. E então surgiu o momento certo para preparar esta receita. E no final os elogios não se fizeram esperar. Muito bom. Para repetir mais vezes.

Como fazer:

4 peitos de frango partidos em pedaços + 1 colher de sopa de manteiga + 1 colher de sopa de azeite + 1 cebola + 1 dente de alho + 1 colher de sopa de farinha + 1 dl de vinho branco +  caldo de galinha + 1 gema + cebolinho picado + sumo de 1/2 limão + pimenta rosa + sal

Primeiro parte-se o frango em pedaços e tempera-se com um pouco e sal e pimenta rosa. Reserva-se.

Leva-se ao lume a manteiga e a cebola bem picadinha e deixar refogar. Junta-se o frango e mexe-se até alourar um pouco. Junta-se o vinho branco e deixa-se ferver por uns minutos. De seguida, adiciona-se o caldo de galinha e deixa-se cozinhar lentamente, cerca de 30 minutos.
Retira-se um pouco do molho para uma tigela e deixa-se arrefecer. Dissolve-se nesse molho 1 colher bem cheia de farinha, 1 gema e o sumo de 1/2 limão. 
Adiciona-se este preparado ao frango e ao restante molho, envolvendo bem. Deixa-se cozer em lume brando por 2 a 3 minutos até engrossar.  Rectifica-se os temperos. 

Na momento em que se serve polvilha-se abundantemente com cebolinho picado. 
Serve-se acompanhado com arroz seco.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Ervilhas de Quebrar.



Regra geral as minhas sopas são feitas por impulso, de memória vou pensando nos legumes disponíveis e depois vem aquela pressa, a urgência de uma sopa quentinha e aconchegante, servida numa taça para manter aquele calor que só a sopa transmite.Desta vez ervilhas de quebrar transformadas numa sopa de conforto. E à mesa flores que são Primavera. Por desejar muito que chegue o bom tempo que teima em não se fazer sentir.

Como fazer:

2 courgettes + 1 cebola branca + 2 dentes de alho + 2 batatas + ervilhas de quebrar + sal + azeite + pimenta rosa + água

Primeiro a cebola e o alho no azeite a estalar ligeiramente. Depois acrescenta-se as courgettes e as batatas. tempera-se com sal e pimenta e cobre-se com água. Deixa-se cozer 10 minutos e depois acrescenta-se as ervilhas de quebrar. Deixa-se estar mais 10 minutos e tritura-se a sopa com a varinha mágica.
Na hora de servir rectificam-se os temperos e acrescenta-se mais um fio de azeite.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Irrepetível.



Sabe sempre bem este ritual, feito com tempo, com cuidado, para no final sair das nossa nãos um risotto irrepetível. Sempre bom este tempo de dedicação. E muito necessário. Desta vez apetecia um risotto com um sabor mais intenso, feito com alheira de caça. E que bem que ficou, a conjugar-se na perfeição com os bróculos. Irrepetível este prato. Irrepetível este sabor.

Como fazer:

2 alho francês + 1 alheira de caça + azeite + 250 g de arroz para risotto + 1,5 dl de vinho branco (seco) + água a ferver + bróculos + 2 colheres de sopa de sal grosso + 2 colheres de sopa de manteiga + sal + pimenta rosa

Primeiro separa-se os ramos dos bróculos e coloca-se num recipiente de vidro adiciona-se 2 colheres de sopa de sal grosso e água a ferver. Deixa-se ficar. 

Entretanto prepara-se o risotto assim:

Dar um golpe na pele em toda a volta da alheira com a ponta de uma faca bem afiada, aquecer o azeite e juntar a alheira e deixar fritar de ambos os lados, assim que estiver estaladiça,  retira-se do tacho, deita-se fora a pele e reserva-se a alheira.
Entretanto corta-se o alho francês as rodelas e coloca-se no mesmo tacho que se fez a alheira, se for necessário acrescentar um pouco mais de azeite. Deixa-se cozinha até estar mole. Junta-se o arroz, mexe-se até ficar translucido e rega-se com o vinho. Tempera-se com sal e pimenta. Deixa-se absorver o vinho e acrescenta-se a água a ferver aos poucos até o arroz estar cozido. 


Quando o arroz estiver cozido, adiciona-se a alheira desfeita em bocados e os bróculos. Adiciona-se a manteiga, rectificam-se os temperos e serve-se sem demora.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Reinventar




Gosto de todo o tipo de sopas, mais cremosas, mais consistentes, mais leves, mais gourmet, açordas, migas (feitas à maneira da minha avó) mas não aprecio nada canja. Passou a ser um drama, cá em casa todos gostam de canja. E então para agradar a gregos e a troianos uma receita de canjinha, feita com uma base leve de legumes. Foi a maneira que encontrei para conseguir comer uma canja. Reinventar uma receita  de sempre dando-lhe outro sabor.

Como fazer:

1 cebola + 1 cenoura + 1 dente de alho + 2 batatas + 1 peito de frango + miúdos de frango + massa estrelinha (ou outra qualquer) + sal + pimenta + água + salsa ou coentros

Leva-se ao lume um tacho com água a ferver com o sal e a pimenta e acrescenta-se os legumes e o frango. Deixa-se estar até estar tudo cozinhado. Retira-se depois o frango e os miúdos e desfiam-se. Tritura-se os legumes com a varinha mágica, quando começar novamente a ferver rectificam-se os temperos e acrescenta-se a massa. Quando estiver quase cozida junta-se a carne desfiada. Na hora de servir polvilha-se com salsa ou coentros picados.